Sobre mim: Andy More é o heterónimo de um pseudo de coisa nenhuma… sou o que se pode dizer uma pessoa banal – banal para aqueles que pouco, ou mesmo nada, sabem sobre mim… excepto o meu psicanalista, é obvio, e que também é um grande louco sem o saber – Mas um grande rival das minhas ideias, um prisioneiro dos meus sentimentos o carrasco das minhas feridas, e o juiz da minha sentença. E quando todos eles se reúnem para me darem cabo do “canastro”, fecho-lhes todas as portas com a indiferença. Apenas deixo entrar um feixe de luz através da janela meio aberta, meio fechada, o qual, me vai trespassando a minha alma e liberta a minha consciência numa lucidez adormecida. E assim, posso sempre continuar a sonhar, porque o erro criou muito mais do que a verdade! Ver e ouvir são as únicas coisas nobres que a vida contém.
Eu delicio-me com tudo o que é belo e sublime. Fujo dos hipócritas ao som das badaladas dos sinos das Igrejas, refugio-me nas tavernas de rock infernal, de luzes ofuscantes até me magoarem os olhos, e atiro-me ao rio para refrescar as ideias… E para me tranquilizar da noite infernal, oiço Beethoven Mozart e Bach, enquanto leio!




